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Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção

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junho 13 , 2013

Pneus, o que fazer para melhor aproveitá-los

Por Edimilson Sabino 

Responsável por cerca de 20% a 30% dos custos operacionais de uma frota de equipamentos móveis, o pneu exige cuidados e atenção especial para garantir um melhor aproveitamento do componente. Um dos fatores de destaque, nesse sentido, é a pressão de inflação, que influencia diretamente na vida útil desse insumo.

Algumas pessoas acreditam não ser necessário calibrar pneus, enquanto outras pessoas calibram esse componente em demasia. Porém, tanto a alta como a baixa pressão podem afetar o desempenho do pneu, impactando em seu custo.

Um pneu com a pressão abaixo da especificação do fabricante irá desenvolver trincas e bolhas em sua carcaça, perdendo, dessa maneira, a possibilidade de uma recapagem e/ou recauchutagem. No caso de uma alta pressão dos pneus, com o tempo, pode-se observar o desenvolvimento de um valetamento no meio dos pneus (formação de valeta no meio dos pneus, desgaste). Portanto, é importante realizar a verificação dos pneus conforme orientação dos fabricantes, lembrando que de uma marca para a outra pode mudar a calibragem.

Outra dica para os operadores é que, quando possível, evitem esterçar com a máquina parada, principalmente, em cima de pisos abrasivos como concreto, asfalto, entre outros. O atrito entre pneus e piso funciona como se houvesse uma lima passando pelo componente, desgastando-os, assim, prematuramente.

* Edimilson Sabino é instrutor do Instituto OPUS

Postado em Instituto Opus

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maio 23 , 2013

Cuidados e manutenção constante prolongam a vida útil das rodas dos equipamentos

Operação inadequada do equipamento, excesso de carga e a não realização de manutenção conforme a recomendação do fabricante de equipamentos e caminhões pesados são os principais fatores de danos causados aos aros e rodas desses veículos. Essa falta de cuidados básicos pode ocasionar deformações, corrosão e até rachaduras nos aros e rodas. Em muitos casos, tal negligência tende a reduzir a vida útil das peças, além de causar desgastes também nos pneus, resultam em um custo adicional ao usuário. Vale a lembrança de que pneu é o terceiro principal item no custo operacional de máquinas pesadas.
 
Para evitar essa situação, medidas simples são recomendadas. A primeira delas é a renovação da pintura anticorrosiva das rodas toda vez que o pneu for tirado para reparos ou substituição. Quando se notar pontos de corrosão em estágio avançado, o melhor é tirar a roda de uso. A recomendação de fabricantes e também de órgãos normativos é de que seja feito o reaperto das rodas em intervalos máximos de duas mil horas de operação, ocasião em que o nível de corrosão também deve ser verificado.
 
Nessa etapa, é aconselhável também inspecionar porcas e parafusos, com o alerta de que porcas e parafusos nunca devem ser lubrificados, pois o óleo causa perda de torque e afeta a fixação do conjunto. Outra indicação importante é a de que, durante a inspeção programada, também é necessário avaliar a deformação nos flanges dos aros e nos discos das rodas. Flanges com defeito podem permitir a entrada de areia e até pedras entre os flanges e o talão, ocasionando deterioração prematura do pneu, o que pode até colocar em risco a segurança da operação.
 
Além de todos esses cuidados, é necessário ainda ter atenção especial com a montagem e desmontagem dos pneus. No caso de pneus sem câmara, o serviço deve ser precedido por uma lubrificação em toda a região de assento do pneu no aro, com o uso de óleo recomendado pelo fabricante. Essa prática ajuda a evitar a ruptura dos talões durante a montagem. Por fim, vale observar que não se usa óleos que contenham derivados de petróleo, pois são prejudiciais à borracha do pneu.

Postado em Revista M&T

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maio 16 , 2013

Monitoramento do desgaste de componentes reduz gasto com troca de peças

Peças decisivas na movimentação dos braços e lanças de escavadeiras, retroescavadeiras, pás-carregadeiras e outros equipamentos fora-de-estrada, os pinos e buchas sofrem grandes desgastes em função do trabalho severo e de longos períodos de funcionamento. Em razão disso, são elementos que necessitam passar, frequentemente, por um rigoroso programa de manutenção, já que desempenham papel fundamental no funcionamento dos equipamentos. Em alguns tipos de máquinas, de uso intensivo, recomendam-se inspeções semanais, feitas por técnicos especializados.
 
O ponto crítico da manutenção é em relação as folgas excessivas durante a movimentação dos braços. Há casos em que é preciso aplicar solda ou até usinar o furo de ligação, de maneira a restabelecer as especificações originais da peça. Em outra situação, é possível evitar a usinagem e a recuperação prematura dos componentes com a simples troca das buchas no momento certo. Para tanto, basta fazer um monitoramento do desgaste delas. Se ele for excessivo, a bucha começa a girar no orifício de ligação, acarretando, eventualmente, o contato direto entre as peças de aço, o que pode exigir soldagem ou usinagem das peças. 
 
Além de questões ligadas aos cuidados com manutenção corretiva e preventiva, é possível também ocorrer problemas decorrentes de falhas na operação dos equipamentos. Nas carregadeiras, por exemplo, é comum o operador realizar o carregamento com a máquina articulada em relação ao eixo traseiro. O resultado dessa prática incorreta pode provocar uma trinca no meio do crossmember (elemento que une as duas longarinas do H do equipamento) ou na solda entre o crossmember e as longarinas do H. Se isso ocorrer, o crossmember precisará ser trocado, resultando em um alto custo para o usuário. 

Postado em Revista M&T

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maio 09 , 2013

Lubrificação correta de equipamentos evita prejuízo para usuários - parte 2

Por Edimilson Sabino

Crédito: Revista M&T

No post de 11 de abril tratamos da importância de as empresas promoverem uma correta e constante lubrificação das máquinas e equipamentos utilizados na construção e mineração. Trataremos agora da maneira correta do pessoal técnico realizar as diferentes etapas da lubrificação. O que presenciamos no dia a dia é o fato de que os profissionais da área de manutenção desconhecem como realizar uma lubrificação eficaz. É comum, por exemplo, depararmos com pessoas que dizem que o certo é bombear graxa até vazar pelas laterais dos equipamentos e depois espalhar a graxa sobressalente pela máquina. 

Porém não é essa a forma correta de se fazer uma boa lubrificação. Tal procedimento apenas gera desperdício e não impede o desgaste prematuro dos componentes. Então vamos ao procedimento correto: antes de qualquer coisa, se a máquina encontrar-se com excesso de graxa é recomendável providenciar uma lavagem geral do equipamento, de maneira a retirar excessos.

Feito isso, o passo seguinte é limpar o bico graxeiro, a fim de retirar alguma sujeira que poderá entupi-lo quando o operador for colocar a graxa. O recomendável é dar apenas duas a três bombadas de graxa em cada ponto de lubrificação. E lá vem a pergunta: Só isso? Ah não vai ficar bom não.

Muito pelo contrário vai ficar bom sim, pois excesso de graxa é tão prejudicial quanto à falta. Quando se coloca graxa demais, ela tende a acumular poeira, terra e etc. Com a movimentação da máquina, esta graxa excedente deve esquentar e, posteriormente, afinar levando estas impurezas para dentro dos embuchamentos, formando uma verdadeira lixa.

Em razão disso, o procedimento de dar apenas duas ou três bombadas é o mais recomendado. Se, mesmo assim, isso gerar excesso de graxa retire-o com um pano para evitar esse tipo de situação e prejudicar o interior da máquina. Dessa forma, o equipamento estará protegido e lubrificado de forma correta.

* Edimilson Sabino é instrutor do Instituto OPUS

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maio 02 , 2013

Mudando o paradigma

Por Wilson de Mello Jr.* 
 
No atual momento de nosso País, quando mais de 11.000 obras estão em andamento até 2017, com a consequente demanda de uma grande quantidade de novos e modernos equipamentos entrando em operação, não é mais possível continuarmos “treinando” e permitindo que os operadores de máquinas pesadas subam na mesma sem um preparo adequado.

Atualmente não existe um programa estruturado de formação de mão de obra qualificada para operação dos equipamentos utilizados na construção e mineração. Normalmente esses profissionais são formados na própria obra, muitas vezes incorporando em sua capacitação os vícios do instrutor e nem sempre recebem a instrução necessária para operar com produtividade e segurança. 

O mercado não tem realizado investimentos suficientes na formação dessa mão de obra, por isso buscamos parceiros para um programa que venha suprir esse segmento com novos profissionais com melhor nível de escolaridade e, em paralelo, realizar um programa de integração de jovens que dificilmente conseguem uma colocação pela falta de capacitação e experiência. 

Sem a qualificação dos operadores, as máquinas irão parar, as obras irão parar, o Brasil irá parar! A responsabilidade de capacitá-los é do setor, e o Instituto Opus está pronto para atuar. Os operadores atuais não podem ser apenas meros “puxadores de alavancas”, necessitam ter uma postura pró ativa para realizar um trabalho de forma mais eficiente, sem causar acidentes e evitando a quebra do equipamento.

Deverá ter a capacidade de interagir com um computador de bordo, humildade para aprender, ter destreza manual para operar com joystick, deve possuir controle emocional, coordenação motora, ser automotivado e, acima de tudo, ter visão empresarial, pois ele é um gestor de seu equipamento na frente de serviço.

Não basta só formar novos operadores, devemos avaliar os atualmente existentes e atualizá-los com as novas exigências do mercado Brasileiro, sob pena de ficarmos defasados com o mundo. 

“Aperfeiçoar a si mesmo é a única coisa que podemos fazer para transformar o mundo.” Ludwig Wittgenstein. (filósofo Austríaco -1889-1951)

* Wilson de Mello Jr. é diretor do Insitituto Opus

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abril 25 , 2013

Concessões dificilmente terão impacto na construção em 2013

Quando, nos últimos meses do ano passado, o governo federal anunciou vários programas de concessões, houve uma expectativa generalizada de que 2013 seria um ano bem melhor para os setores de construção e equipamentos. Ainda pode vir a ser, mas já estamos no segundo trimestre e a descrença vem aumentando em várias regiões do país. Não se trata de um desânimo uniforme – têm regiões melhores, outras piores.
 
Mas, todas as regiões são impactadas pelos atrasos, cada vez mais evidentes, na maioria dos programas prometidos. Pode ser que o setor estivesse otimista demais, pois já em 2012 houve muitas vozes aconselhando cautela quanto à velocidade de implementação dos programas. A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann disse, recentemente, à Folha de S. Paulo que o governo nunca imaginou que as obras das concessões pudessem começar em 2013, mas somente em 2014, embora a ministra previsse que elas teriam um impacto “indireto” sobre o ritmo da economia neste ano.
 
Crédito: Secom-MT / Autopista Régis Bittencourt / Portal 2014 
 

Entre os fatores de atraso nos programas está o fato de o governo resistir em elevar a taxa interna de retorno nas concessões de rodovias (R$ 42 bilhões de investimento previsto) e ferrovias (R$ 91 bilhões) para um nível aceitável à maioria dos investidores – isso, depois de esticar os prazos e mandar o BNDES oferecer financiamento mais barato. Agora parece que será contemplada uma TIR (taxa interna de retorno) na faixa de 7% a 8%, algo como 2 pontos percentuais acima da proposta original. Caso sejam mantidas as exigências de investimento, resta saber como os pedágios mais altos podem impactar o potencial fluxo de trafego, sem falar da possível repercussão política.

Nas concessões ferroviárias, há também complicação pelo aparente desejo do governo de impor a compra de trilhos de fabricação nacional. Já em relação aos portos, é difícil imaginar que as concessões, com valor de investimento previsto em R$ 54,2 bilhões, possam manter o cronograma original enquanto o Congresso e o Governo ainda brigam sobre a reestruturação da área.

Fora as concessões, continuam as razões de sempre para os atrasos – principalmente demora em licitações e licenciamento ambiental. Mas em pelo menos uma obra, há progresso. Na Rodovia Régis Bittencourt (BR-116) entre São Paulo e Curitiba começou em abril a duplicação dos últimos 19 quilômetros de pista simples na Serra do Cafezal, sul do Estado de São Paulo. 

Postado em Inteligência de Mercado

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