Avaliação de sustentabilidade contribui para reduzir o impacto ambiental da mineração
A mineração é considerada uma atividade modificadora do meio ambiente, pois pode provocar, em maior ou menor intensidade, uma série de danos, tais como: assoreamento de corpos de água, alteração de aquíferos, desmatamento, m…
A mineração é considerada uma atividade modificadora do meio ambiente, pois pode provocar, em maior ou menor intensidade, uma série de danos, tais como: assoreamento de corpos de água, alteração de aquíferos, desmatamento, mobilização de terras, instabilidade de taludes, encostas e terrenos, contaminação de águas subterrâneas e superficiais, que consequentemente e cumulativamente, pode afetar a fauna, flora e as áreas com destinação definidas, poluição atmosférica e da água, efeito estufa por conta do desmatamento, altos custos sociais, perda de cultura regional, impactos na saúde, conflitos de terras, perda de cultura regional e entre outras.
Todavia, a mineração é uma atividade de fundamental importância para a sociedade, pois fornece minerais que são essenciais para o dia a dia e suporte para muitas indústrias que dependem de matéria-prima para desenvolver suas atividades e para obter o progresso tecnológico.
Ao aplicar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pelas Nações Unidas na mineração pode-se mostrar que é possível haver uma relação positiva entre a indústria mineral e a sustentabilidade, ao empregar e executar métodos, recursos e conhecimentos de boas práticas no desenvolvimento sustentável do setor. É uma forma de incentivar as empresas de mineração, independente do porte, a incorporar tais práticas em seus negócios e operações, assim como, validar os seus esforços e estimular novos ideais.
A metodologia empregada para a avaliação de sustentabilidade nesse setor tem como base a identificação dos critérios expõem os potenciais danos em três dimensões: social, econômico e ambiental. A avaliação da sustentabilidade geralmente faz uso de uma unidade métrica e reducionista, como: instrumentos monetários, modelos biofísicos, indicadores sustentáveis e índices compostos – sendo esse o mais usual; por integrar várias áreas de interesse em poucas variáveis.
A avaliação do ciclo de vida (ACV ou LCSA) tem sido adotada por empresas privadas, incluindo a mineração. O LCSA é junção de sistemas de avaliação da sustentabilidade, que envolve princípios como: social (SLCA), ambiental (LCA) e econômico (LCC). Mas, quando se trata de mineração, não há ao certo um indicador específico, a maioria se reúne em propostas de indicadores com o intuito de elaborar relatórios empresariais sustentáveis.
Além disso, os projetos de mineração são conhecidos pelo seu impacto no meio ambiente e complexidade, compostas de atividades que requerem planejamento, controle e impactados por diversos fatores críticos que podem afetar a sua execução. Por isso, há a necessidade da combinação de práticas, técnicas e ferramentas com o intuito de obter as melhores condições gerenciais adequadas às especificidades do projeto. Para atender esses requisitos, surgem os modelos híbridos de gestão e os modelos de maturidade para auxiliar as instituições a obterem sucesso.
A gestão híbrida consiste em um modelo de gestão que engloba avaliar o sucesso organizacional considerando a geração de valores, por meio do alinhamento das operações com o portfólio de projetos e produtos, combinando simultaneamente práticas preditivas e adaptativas. Os modelos de maturidade são aplicados em diferentes campos e possibilitam classificar os processos da organização em níveis/estágios de maturidade. Sua adoção permite avaliar e descrever as habilidades atuais, fornecendo uma referência para definição de um plano de ações para aumentar o grau de maturidade e acompanhar o progresso das medidas adotadas.
As informações acima foram extraídas da dissertação de mestrado Maturidade e sustentabilidade na mineração artesanal: uma proposta de avaliação para garimpos de ouro em Parauapebas e Tucumã, no Pará, defendida por Luzinete Larissa Andreatta Estorari Mineu Costa, no Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Minas, Metalúrgica e Materiais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sob orientação do professor André Cezar Zingano.
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