Drenagem incorporada à sustentabilidade é alternativa de gestão de águas pluviais
As Low Impact Development (LID), reconhecido no Brasil como Desenvolvimento Urbano de Baixo Impacto, permitem atingir paisagens hidrológicas funcionais, com comportamento mais similar ao natural, por controlar não somente o pico de vazões, mas volume, frequ&e…
As Low Impact Development (LID), reconhecido no Brasil como Desenvolvimento Urbano de Baixo Impacto, permitem atingir paisagens hidrológicas funcionais, com comportamento mais similar ao natural, por controlar não somente o pico de vazões, mas volume, frequência/duração além da qualidade dos escoamentos pluviais. Ou seja, compreendem um conjunto de técnicas sustentáveis de controle e gestão das águas pluviais que surgiu como alternativa ao sistema tradicional de drenagem das águas pluviais das áreas urbanas, concebidos para gerenciar os riscos ambientais do escoamento urbano e contribuir para a melhoria do ambiente urbano.
Nesse sentido, seu desenvolvimento parte de um conjunto de estratégias de projeto idealizadas no planejamento multidisciplinar. A cadeia de gestão da LID compõe um conjunto de medidas interrelacionadas, conhecidas como Práticas de Gestão Integradas (PGI), por meio das quais o controle das águas pluviais é aplicado em diferentes níveis técnicos.
Esta cadeia de gestão utiliza a seguinte hierarquia de técnicas: controle na origem, que ocorre junto do local de origem das águas pluviais e nas imediações; controle local, no conjunto de uma área envolvendo vários lotes ou grandes parques de estacionamento, e o controle regional, no conjunto de vários locais, tipicamente através de bacias de retenção.
Nota-se que os níveis técnicos superiores têm preferência sobre o subsequente, de modo que, o controle na origem deve ser considerado antes do controle local e este, por sua vez, antes do controle regional, mas que o funcionamento esperado envolve o planejamento em todos os níveis.
Os dispositivos de controle desenvolvidos sob o conceito da LID se baseiam nos princípios de retenção e infiltração das águas precipitadas, a fim de restabelecer as vazões de pré-desenvolvimento, por meio do controle na fonte. A gestão integrada da drenagem urbana é um atributo ainda recente, as perspectivas a longo prazo quanto ao aproveitamento de recursos e do equilibro entre a urbanização, entendida aqui como o aumento das demandas por recursos, e a capacidade de atendimento dessas demandas fazem parte desse conceito construído sobre a ideia de desenvolvimento urbano e sustentabilidade.
As alternativas sustentáveis voltadas ao controle de problemas na fonte, ao contrário da postura convencional de ampliar as capacidades estruturais de tratamento dos efeitos, as medidas corretivas e compensatórias, constituem elementos de gestão integrada cada vez mais empregados nas regiões urbanas.
Assim as Integrated Management Practices (IMP), práticas de gestão integradas, são ferramentas que fazem parte da gestão das águas pluviais nos sistemas de drenagem LID, promovendo o tratamento da qualidade e quantidade das águas. O diferencial da implantação desta ferramenta é a harmonização de várias funções do sistema de drenagem em ambiente comum, provendo uma integração paisagística aliada ao aproveitamento e incentivo ao uso de dispositivos que possuam características ecoeficientes, capazes de: interceptar, evaporar, armazenar, absorver e infiltrar água, nutrientes e sedimentos. Em geral esses dispositivos são caracterizados pelo emprego de vegetação como, por exemplo, os pavimentos permeáveis e os telhados verdes.
Deste modo, a drenagem quando incorporada à sustentabilidade se torna uma alternativa de gestão de águas pluviais que ao mesmo tempo possibilita a criação de ambientes verdes no meio urbano.
As informações acima foram extraídas da dissertação de mestrado Dispositivos de drenagem urbana de baixo impacto para diminuição da vazão no sistema de microdrenagem da bacia urbana do córrego Brejo Comprido, Palmas – TO, defendida por Alesi Teixeira Mendes, no Programa de Pós-graduação em Engenharia Ambiental, da Universidade Federal do Tocantins, sob orientação do professor Rui da Silva Andrade.
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