Incremento de produção energética a partir de fonte solar é imprescindível para minimizar emissões
As hidrelétricas são responsáveis pelo suprimento de uma grande parcela da demanda energética na matriz brasileira. Períodos com alteração do regime hídrico interferem na geração de energia através de fo…
As hidrelétricas são responsáveis pelo suprimento de uma grande parcela da demanda energética na matriz brasileira. Períodos com alteração do regime hídrico interferem na geração de energia através de fontes hidrelétricas, o que pode ser otimizado e compensado a partir do aproveitamento do recurso solar. No Brasil, o potencial de geração fotovoltaica de energia elétrica é elevado, possibilitando que o local menos ensolarado do país tenha capacidade para gerar mais eletricidade quando comparado ao local mais ensolarado da Alemanha, por exemplo.
O incremento de produção energética a partir de fontes eólica e solar é imprescindível para minimizar as emissões de dióxido de carbono e mitigar os impactos das mudanças climáticas, principalmente quando se leva em consideração que as fontes antropogênicas contribuem com grande parte da poluição do ar durante o processo de produção e uso da energia. Entre os motivos que elencam as tecnologias eólica e solar como mais vantajosas, está a possibilidade de uso residencial e comercial de pequeno porte, já que ambas necessitam de pouca manutenção e quase nenhuma intervenção durante sua operação.
Como qualquer outra tecnologia, os sistemas fotovoltaicos apresentam pontos positivos e pontos negativos, sejam econômicos, ambientais ou operacionais. As principais vantagens do sistema fotovoltaico elencadas são a elevada produtividade, considerando que toda energia produzida é utilizada; baixo impacto ambiental, pois produzem energia através de uma fonte renovável e de maneira silenciosa; podem ser implantados em meios urbanos, nos condomínios, residências, indústrias e comércio, a fim de atender a demanda local sem necessitar de uma área adicional; possibilidade de diminuição nas perdas de energia elétrica durante a distribuição; e, a ausência de elementos armazenadores, quando comparados os sistemas conectados à rede perante os isolados.
Ainda, o sistema fotovoltaico tem durabilidade de ao menos 25 anos, sendo o tempo de garantia oferecido pela maioria dos fabricantes, possuem custo reduzido de manutenção, possibilidade de aumento da potência instalada sem grandes dificuldades, são considerados uma tecnologia segura e a produtividade não é afetada com alterações de altitude. Contudo, como desvantagens o sistema apresenta elevado custo de investimento inicial, sua eficiência depende das condições climáticas e uma boa incidência de irradiação solar, e, para sistemas fotovoltaicos isolados, é necessário o uso de baterias, o que eleva os custos e a complexidade do processo.
Vários estudos afirmam que os sistemas fotovoltaicos não geram nenhum tipo de efluente líquido, sólido ou gasoso durante sua operação, além de não emitirem ruídos no processo de geração de energia elétrica. Os impactos causados ao meio biótico - fauna e flora; abiótico - ar, água, solo, clima; e socioeconômicos, são mínimos quando comparados às tecnologias tradicionais de geração de energia, principalmente quando são consideradas as que utilizam derivados de petróleo como matéria prima.
Com relação ao consumo de recursos naturais, estima-se que para a geração de 1kWh de energia elétrica a partir de usinas fotovoltaicas, são consumidos aproximadamente 9,35 litros de água, dos quais em média 95% são utilizados para fabricação das células de silício dos módulos fotovoltaicos.
A possibilidade de reaproveitamento dos módulos ao final de sua vida útil é outro ponto essencial a ser abordado acerca do tema fotovoltaico, tendo em vista que a reciclagem do material já possui procedimento técnico economicamente viável para ser utilizado nas indústrias do ramo. Dessa forma, o desenvolvimento sustentável só será possível através do investimento em tecnologias para aproveitamento de fontes renováveis de energia, pois são as que impactam minimamente o meio em que vivemos.
As informações acima foram extraídas da dissertação de mestrado , defendida por Mayara Luiza Paiva, no Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia Ambiental da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, sob orientação do professor Júlio César Rodriguez de Azevedo e coorientação do professor Jair Urbanetz Junior.
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