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SANEAMENTO O novo marco legal do saneamento alimenta a esperança de se equacionar a falta de recursos para a área, no país. Nos últimos anos, os investimentos ficaram entre R$ 11 bilhões e R$ 13 bilhões, quando seriam necessários R…
SANEAMENTO
O novo marco legal do saneamento alimenta a esperança de se equacionar a falta de recursos para a área, no país. Nos últimos anos, os investimentos ficaram entre R$ 11 bilhões e R$ 13 bilhões, quando seriam necessários R$ 20 bilhões/anuais, pelo menos, para a diminuição do déficit de coleta e tratamento de esgoto e do tratamento e fornecimento de água potável.
Édison Carlos, presidente doInstituto Trata Brasil,diz queem comparação com outros setores da infraestrutura, o saneamento é “o primo pobre, com percentuais de aportes financeiros que variam entre 0,18% a 0,20% do Produto Interno Bruto (PIB)”. Ele participou do “Fórum de Infraestrutura Grandes Construções”, dia 20 último. Sua colega de mesa, Ilana Ferreira, superintendente técnica da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon), reforçou a tese da atual insuficiência de recursos e citou estudo da entidade com a KPMG, apontando que seriam necessários mais de R$ 750 bilhões até 2033 (R$ 498 bilhões para a expansão e R$ 255 bilhões para a manutenção).
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Além do investimento acima apontado, outro fator preocupante é a perda de água potável, que chegou a 38,5% em 2018. “Ela acontece em todo o mundo, porém, esse índice é muito alto. Um percentual tolerável seria de 15%”, ressaltou Édison Carlos. Como resultado, são R$ 12 bilhões de prejuízo com a perda de água, que poderiam ser revertidos, segundo ele, em investimentos, caso houvesse mais eficiência.
Dentro do mesmo assunto se pronunciou Luiz Roberto Pladevall, presidente da Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente (APECS), afirmando que o percentual de perda de água “pode chegar até 70%, dependendo da localidade, o que é muito frustrante para o consumidor, que paga pelo serviço, mas sem eficiência”.
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