Transpodata - Investimentos em transportes precisam gerar serviços à população
Investimentos em transportes precisam gerar serviços à população Por Redação Transpodata 28 de August de 2023 Durante fórum, especialistas expuseram cenários para o futuro do setor Redação TranspoD…
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28 de August de 2023
Durante fórum, especialistas expuseram cenários para o futuro do setor
Redação TranspoData
Foto Sobratema, Divulgação
Os investimentos na área de transportes devem se transformar em serviços de infraestrutura para atender as demandas por deslocamentos da população, o que vai proporcionar um dia a dia com mais qualidade para as pessoas. Para isso, é necessário planejamento, integração entre os modais, governança, financiabilidade, monitoramento e engenharia. Essa avaliação foi apresentada pelos especialistas do 9º Fórum de Infraestrutura Grandes Construções, promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema), e que teve como tema central “Modais de transporte: Novos caminhos”.
O pesquisador da Fundação Getúlio Vargas, Rafael Martins de Souza, expôs um panorama da infraestrutura no país. “Quando pensam em transporte, as pessoas querem sair de um lugar e chegar a outro com as melhores condições, conforto, segurança e preço adequado. Daí advém a importância de se preocupar com os resultados dos investimentos. Esses recursos também vão trazer demandas a curto prazo em novos serviços, enquanto os efeitos de longo prazo são a potencialização de outras atividades econômicas e o aumento de produtividade dos trabalhadores pela melhor qualidade de vida”, explicou.
Na avaliação de Adalberto Febeliano, vice-presidente de operações aéreas da Modern Logistics, a governança é fundamental para uma boa administração do transporte público. “É preciso pensar no desenvolvimento global da infraestrutura de transportes, o que significa o governo federal sentar com o poder estadual para definir as prioridades e trazer soluções e resultados”, afirmou. A seu ver, seria importante ter uma autoridade metropolitana unificada para um transporte público eficiente, planejando a malha de maneira integrada. Ele ainda contextualizou o setor aeroportuário nacional, enfatizando seu potencial de crescimento para os próximos anos.
Danniel Zveiter, presidente da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (Aneor), salientou que a governança começa desde a contratação. “Quando se contrata bem, há a sinalização de uma boa administração de contrato, que é importante para se ter um aprimoramento constante e para evitar situações de desequilíbrios econômico-financeiros”, ponderou. Afirmou ainda que outro foco da governança está na execução das obras, além da necessidade de se ter um olhar sobre a financiabilidade dos projetos de infraestrutura. Em sua apresentação, tratou do cenário do modal rodoviário e sobre uma proposta da entidade para um novo modelo de concessões para operação de manutenção em rodovias.
Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), concordou sobre a financiabilidade dos projetos, pois o setor de infraestrutura tem períodos com maior número de projetos e outros momentos com menor movimentação de obras. Mas lembrou que existem diversos mecanismos de financiamentos públicos e privados. “A previsibilidade também é importante nos contextos de planejamento, execução e investimentos. Além disso, precisamos cobrar do governo para que o que foi prometido seja cumprido e, ao mesmo tempo, chamar a atenção da iniciativa privada para as oportunidades do setor”, frisou. Abate traçou ainda um cenário do setor ferroviário brasileiro e ressaltou a força das associações setoriais para ajudar o desenvolvimento da infraestrutura.
José Alberto Pereira Ribeiro, presidente da Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações de Classe de Infraestrutura (Brasinfra), ressaltou o entrosamento entre todos os modais de transporte e das regulações, que se modernizaram ao longo do tempo. Ele comentou sobre como a inovação é empolgante porque ajuda a ganhar tempo e a reduzir custos e preços. “Podemos aliar essa integração entre setores, com inovação e experiências passadas”, pontuou.
Fez ainda uma avaliação sobre o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que na área de transporte eficiente e sustentável terá recursos de R$ 349 bilhões. “Temos uma realidade diferente em relação aos programas anteriores, com novos parâmetros e regulamentações, além da intermodalidade que é relevante. Mas, podemos usar a modelagem que foi bem sucedida à época e deletar o que não funcionou”, disse. O fórum ainda tratou de mão de obra e da capacitação de profissionais no setor, do uso de hidrogênio verde e dos biocombustíveis, de compliance e agenda ESG.
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