Retomada da economia brasileira já é uma realidade
O momento da retomada do crescimento econômico pode finalmente estar acontecendo. Os especialistas apontam as quedas das taxas de juros e inflação como fatores positivos, contribuindo para aumentar a confiança dos empresários, estimular investimentos e movimentar o consumo. …
O momento da retomada do crescimento econômico pode finalmente estar acontecendo. Os especialistas apontam as quedas das taxas de juros e inflação como fatores positivos, contribuindo para aumentar a confiança dos empresários, estimular investimentos e movimentar o consumo. Com a Selic em 9,25%, a taxa básica de juros está novamente na casa de um dígito, algo que não acontecia desde outubro de 2013. Já o índice de inflação no acumulado em doze meses está em 2,71%, abaixo do piso da meta de inflação estipulada pelo governo pela primeira vez desde março de 2007, nesta base de comparação. Este patamar foi o menor para 12 meses desde fevereiro de 1999, quando o índice acumulou 2,24%.
Foto: Pietro Tardelli
As perspectivas de novas quedas na Selic podem ampliar o uso de crédito disponibilizado por bancos públicos e privados e, consequentemente, a volta do consumo, do investimento e da geração de empregos. Segundo economistas, a retomada do consumo beneficia toda a sociedade, mas o retorno do crédito e da confiança beneficia três setores: automóveis, imobiliário e máquinas e equipamentos, especialmente, pelo valor do investimento nessas áreas.
Se esse cenário se mantiver nos próximos meses – menor taxa básica de juros e inflação controlada –, há a expectativa de que os dados positivos para a oferta de empregos se mantenha. No mês de julho, o Brasil gerou 35.900 vagas formais de emprego, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho. Esse foi o quarto mês consecutivo com criação de vagas com carteira assinada e a primeira vez, desde 2014, em que as contratações superaram as demissões no mês de julho. Foi o melhor mês de julho em quatro anos.
Outra melhora observada é o PIB, que registrou incremento de 1% no último trimestre. Desde o ano passado, outro índice que está em tendência de ascensão é o de confiança da indústria, que de acordo com a apuração da Fundação Getulio Vargas (FGV), teve avanço de 1,2 ponto em relação ao resultado fechado de junho.
Os estudos econômicos e perspectivas para futuros investimentos foram apresentadas durante o Fórum Infraestrutura – O Papel da Infraestrutura na Retomada do Crescimento do Brasil.
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