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Publicado em 22 de outubro de 2018 por Mecânica de Comunicação

Plano de otimização de desmonte de rochas gera benefícios para mineradoras de agregados

O desmonte de rochas é prática indissociável da mineração de agregados, podendo ser aperfeiçoada por meio de planos de otimização que, além de promover economia de gastos relacionados ao uso de explosivos e outros materiais, pode também contemplar a diminuição de custos e desgaste de equipamentos, muito exigidos nas fases de carregamento e transporte. O aprimoramento de etapas da mineração passa invariavelmente pela perfuração dos maciços rochosos. Ao se cavar furos profundos para a detonação, a cavidade deve ser a mais retilínea possível, objetivando a correta distribuição dos explosivos e a redução dos ultralançamentos de fragmentos rochosos. Os resultados, em termos de fragmentação, devem ser compatíveis com os equipamentos de carregamento e transporte, a fim de se evitar desmontes secundários.    

A perfuração da rocha é a primeira etapa da lavra e dela dependem todas as outras operações subsequentes da mineração, tais como desmonte, carregamento, transporte e britagem. Assim, a otimização da perfuração contribui para a otimização das fases seguintes. Ao iniciar o planejamento da escavação do maciço rochoso, deve-se levar em conta fatores que influenciarão os parâmetros para o desmonte, como: porte dos equipamentos de carga e de furação e o volume de rocha necessária, avaliado em termos de produção mensal, semanal ou diária. Fator decisivo para se detonar sem a ocorrência de ultralançamento e ainda economizar explosivos é o conhecimento pleno da face da rocha a ser desmontada; para isso, é recomendado o uso de sistemas computadorizados e baseados em tecnologia laser, que permitem visualizar no computador o volume a ser desmontado, determinar com precisão o perfil da face da rocha, determinar direção e profundidade dos furos, recalcular cargas com base na posição real dos furos, entre outros recursos.  

Além da avaliação das características geológicas e dos furos, a seleção dos equipamentos também deve fazer parte do plano de otimização de desmontes.  No caso de uma perfuratriz, por exemplo, encarregada de realizar os furos que recebem os explosivos, é preciso considerar o tempo demandado para deslocamento do equipamento entre uma bancada e outra e de um furo a outro; o intervalo necessário para a realização de manutenção preventiva e o tempo gasto para a retirada da coluna de perfuração também devem ser avaliados.  

Outras considerações sobre o assunto estão na dissertação de mestrado Otimização da Perfuração e da Segurança nos Desmontes de Agregados Através dos Sistemas Laser Profile e Boretrack, de autoria de Osvail André Quaglio, orientação de Valdir Costa e Silva e apresentada na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).     

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