Cidades procuram investir em saneamento básico
A universalização dos serviços de saneamento básico é um dos principais desafios na área de infraestrutura. São mais de 34 milhões de brasileiros sem acesso à água tratada e o índice de coleta de esgoto está em 50% enquanto o de tratamento de esgoto, em 42,7%. Assim, …
A universalização dos serviços de saneamento básico é um dos principais desafios na área de infraestrutura. São mais de 34 milhões de brasileiros sem acesso à água tratada e o índice de coleta de esgoto está em 50% enquanto o de tratamento de esgoto, em 42,7%.
Assim, para atingir esse objetivo, o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) previa investimentos de R$ 400 bilhões até 2033. No entanto, de 2010 a 2015, o aporte médio ficou em cerca de R$ 11 bilhões, quase a metade do necessário, segundo estudo da GO Associados.
Foto: Prefeitura de Niterói
Mesmo assim, os municípios e as capitais estão buscando alternativas para melhorar o saneamento. O ranking do Instituto Trata Brasil mostra que, em cinco anos (2011 a 2015), as 26 capitais (menos Palmas, no Tocantins) investiram, juntas, a quantia de R$ 19,44 bilhões, ou seja, 63% do que investiram as 100 maiores cidades (R$ 30,8 bilhões) e 32% do que o país todo investiu no mesmo período.
Já em termos de municípios, Niterói, no Rio de Janeiro, por exemplo, investiu nesses cinco anos em torno de 150 milhões. A cidade é a primeira do Estado neste quesito e, além de universalizar o abastecimento, hoje possui um índice de 17% de perdas de água e 92,8% de todo o esgoto produzido recebe tratamento. A perspectiva da prefeitura é que, até 2018, 100% do esgoto seja tratado. Para isso, estão sendo construídas duas novas estações de tratamento de esgoto – Sapê e do Badu –, totalizando dez ETEs no total.
Uma das ETEs inauguradas, Maria Paula, conseguiu atingir uma eficiência energética que resultou numa economia de R$ 3 milhões, depois de adotar equipamentos e tecnologia de ponta. A estação conta com três módulos, cada um com capacidade para tratar 60 litros de esgoto por segundo, totalizando 180 L/s, integra um sistema que possui também 25 quilômetros de rede, 10 quilômetros de recalques e 12 elevatórias e beneficia cerca de 40 mil pessoas de Maria Paula, Matapaca, Vila Progresso e Muriqui. O case dessa ETE foi apresentado Sobratema Summit, maior evento de conteúdo do mercado de meio ambiente e do setor de construção no país.
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