Um país (quase) cheio de obras II
Por Brian Nicholson* Uma pesquisa da Sobratema identificou aproximadamente nove mil projetos de infraestrutura, investimentos industriais, entre outros, em curso ou em estudo para 2013 em diante. O total inclui refinarias e plataformas para o pré-sal, que respondem po…
Mas, o fato é que o Brasil, além do Porto Maravilha e da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, citados no post anterior, ostenta, atualmente, obras que impressionam. Veja outros exemplos: Fotos: Construtora Andrade Gutierrez e Governo do Estado de São Paulo
A energia nuclear tem um papel pequeno, mas desempenha uma função importante ao garantir o suprimento de energia para a região metropolitana do Rio. Em 2016, virá o reforço da Angra III, um projeto conturbado, cuja construção começou nos anos 80 e parou em 1986, para ser retomada em 2010. Há divergências quanto ao uso da energia nuclear no país – no atual Plano Decenal 2012-2021 não há previsão de se iniciar a construção de nenhuma outra usina nuclear. No futuro imediato, portanto, o país deve suprir sua demanda para energia elétrica – que cresce em torno de 5% ao ano – com a construção de hidrelétricas na região Norte. Mas as contestações ambientais quanto à expansão hidrelétrica na região amazônica e o consenso entre peritos de que as energias eólica e solar dificilmente atenderá as necessidades do País, devem trazer de volta à pauta a geração nuclear. O Rodoanel Mario Covas é a maior obra rodoviária do país, com custo em torno de R$ 19,5 bilhões. É uma estrada expressa que fará uma volta completa de aproximadamente 180 km em torno da região metropolitana de São Paulo, onde moram 19 milhões de pessoas. Dividido em quatro trechos, que estão sendo construído de forma separada, o Rodoanel tem como objetivo principal evitar que veículos passem pela cidade, caso ela não seja seu destino ou ponto de partida.
Atualmente estão concluídos e abertos ao trânsito os trechos Oeste e Sul, com total de 91 km. A construção do trecho Leste, de 45 km, teve início em 2011, com previsão de receber veículos até o final de 2014. Em março, começaram os trabalhos do trecho Norte, o mais complexo, em termos ambientais, por correr ao lado da Serra da Cantareira. São 44 km, sendo 13 km em túneis, e custo previsto de R$ 6,5 bilhões. A previsão de fechar o círculo é 2016.
*Brian Nicholson é consultor da Sobratema
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