Obra de Arte Especial exige método eficiente de vistoria
Tendo em vista a importância daquilo designado como Obra de Arte Especial, percebe-se a necessidade de avaliar o estado de conservação desses empreendimentos, por meio de vistorias sistemáticas e regulares. Tal medida minimiza o processo de deterioração, a ocorrência de ac…
O DNIT recomenda que técnicos e engenheiros contribuam para o aperfeiçoamento das técnicas de vistoria, utilizando o manual de maneira crítica. Também colabora na avaliação de Obras de Arte o trabalho de universidades, enquanto produtoras de conhecimento, e ações de entidades setoriais, que promovem o intercâmbio de dados entre profissionais brasileiros e do exterior. Dessa maneira, a comparação entre diferentes métodos de avaliação é inevitável. Por exemplo, o manual do DNIT define cinco tipos de inspeção: cadastral, rotineira, especial, extraordinária e intermediária. Já o COST 345, sistema de classificação usado na Europa, define três princípios: superficial, principal e especial. O COST 345 foi elaborado em 2007 por especialistas de 16 países europeus, lembrando a importância de diferentes experiências no processo de formulação de normas. A principal diferença entre os métodos reside na definição do inspetor. Alguns países envolvidos no COST 345, por exemplo, exigem a qualificação formal, enquanto outros exigem apenas experiência prática do profissional. O sétimo capítulo do manual do DNIT, por sua vez, define que o inspetor deve ser um engenheiro diplomado, auxiliado por consultores técnicos. Outro método de vistoria, o norte-americano Bridge Inspector's Reference Manual (BIRM), é mais específico em relação ao avaliador, atribuindo a esse profissional responsabilidade direta sobre a segurança dos usuários de determinada estrutura. O BIRM cita, por exemplo, que o encarregado da vistoria recomende o fechamento de pontes, caso seja necessário.
O assunto foi estudado na dissertação Avaliação do Estado de Conservação de Pontes, de autoria de Ana Carolina Giovannetti, orientada por Roberto Caldas de Andrade Pinto e defendida na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
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